Eu não tenho cor
Nem gesto.
Não tenho texto pronto,
Nem cartão de ponto.
E nem obrigação nenhuma que não esteja atrelada à minha vontade.
Nem carro,
Nem passagem,
Nem destino,
Nem foto ou imagem
Que possa chamar de “meu”, “minha” ou qualquer coisa que o valha.
Talvez, por hora, não tenha nem o percentual correto de água para a devida manutenção de meu corpo...
Não tenho argumentos bem construídos, no alto desta conversa.
Não tenho canto, nem voz – essa é, a que por vezes embarga a minha prece;
Nem mais a certeza, que esquiva, teima em fugir de mim...
De meu, tenho só mesmo o desejo, a força e a vontade;
Que juntas, se fazem em mim como uma coisa só.
Nascem, vivem e crescem...
São em mim, tão quanto as sou.
Recent Comments