Meus queridos, eu sei que FB não é diário e este é justamente um ponto que muitas (muitaas) pessoas deveriam considerar.
Digo isso, justamente por evitar compartilhar informações MUITO pessoais em um mural com mais de 300 pessoas. (a ênfase do "muito" se dá pelo fato óbvio de que tudo que é publicado no perfil de alguém, diz respeito a algum interesse PESSOAL DAQUELA PESSOA. #tipoprefiromuitomais )
Enfim...! Tudo isso o que eu que eu disse até agora, foi apenas uma intro, para dizer que estou TRISTE (assim mesmo, em negrito e caixa alta), e que hoje quero que se danem as etiquetas sociais, por que eu vou falar:
A minha gata desapareceu há mais de 5 dias. E o que são cinco dias de sumiço para um animal?
Para um animal que praticamente nem sai de casa, é a eternidade.
É a eternidade também, para alguém que sente falta de alguém. (Sem violinos ao fundo, é a verdade.)
Então, meus queridos, o que eu posso pensar?
Que mataram ela, óbvio. Triste e simples assim.
Não por drama - aliás hoje, este fica à parte - só digo o que disse, pois foi exatamente o que aconteceu com meus outros dois gatos de estimação.
Aliás... Alguém aqui já parou para pensar na etimologia do termo "animal de estimação"?
O português é uma língua bela (eu acho...!), porque é detalhada:
No dicionário, a palavra "Estima" significa valorizar, ter simpatia, afeição, amizade, amor, apego, benevolência, confiança, dedicação, entre outras coisas.
Infelizmente, para pessoas OCAS, estas e outras palavras tão importantes quanto, simplesmente não têm significado.
Acham que ser "dono" basta. Ou mesmo que “um animal, é SÓ, um ANIMAL.” (termo que, ironicamente, é também designado para definir a espécie humana)
(...)
E no meio deste absurdo todo em que me vejo (com várias ideias e sensações me vêm em jorros) por mais que eu pense coisas do tipo "nunca mais quero ter gatos enquanto viver onde eu moro", (o que já é absurdo, se você parar para analisar) o que de fato eu penso, é que “nunca mais quero ter vizinhos como estes".
Dentre tantas coisas, penso que o problema maior não está na minha vizinhança.
Está sim, na vizinhança da minha vizinhança, que faz deste comportamento sórdido (de maltratar animais por bel-prazer, ou por falta de coisa que valha), altamente aceitável na nossa sociedade.
Só o que eu desejo neste momento, é que tudo o que cada um fizer para o seu próximo (seja ele da espécie que for), possa ele receber em dobro, em triplo.
Não acho que a morte seja castigo para ninguém - muito pelo contrário - é premissa da vida: só morre quem vive.
O absurdo (tamanho...!) é torturar, sacrificar alguém que absolutamente inocente e indefeso.
Gostaria muito que esse texto fosse apenas um ensaio sobre a indignação, e que por fim, ao voltar para casa ela estivesse viva e bem, me mordendo e me arranhando como sempre. (pois é... nem dócil ela era... ou é!? Estou com dificuldade para escolher o tempo verbal adequado a esse texto)
Gostaria mesmo, era de fazer papel de palhaça; e sentir aqueeeele alívio que se sente, quando se safa de uma situação tensa/trágica. Não é isso que eu acredito que vá ocorrer, infelizmente.
Por fim, resta-me a tristeza e a postura de quem disfarça e vai tentando levar. De quem vai tentando entender qual é, afinal, o princípio da racionalidade humana. (que sinceramente, por hora, está bem difícil de compreender.)
Então, sem mais, termino este com uma frase célebre, de um célebre - pois é sempre bom agregar valor à mensagem:
"O grau de civilização de uma sociedade pode ser medido pela forma como trata seus animais" - Mahatma Gandhi
Recent Comments